Pesquisa revela persistência do SARS-CoV-2 na mucosa nasal mesmo após 80 dias da cura

O estudo teve a parceria da Universidade do Estado do Amazonas (UEA)

Um estudo colaborativo entre o Centro Multiusuário para Análise de Fenômenos Biomédicos (CMABio) e a Fundação Hospital Adriano Jorge (FHAJ), publicado na revista internacional Viruses, revela descobertas sobre a persistência do vírus SARS-CoV-2 na mucosa nasal de pacientes após a cura clínica da Covid-19.

Realizado por pesquisadores de instituições, como Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e Universidade do Estado do Amazonas (UEA), o projeto “Ciliar-COV” focou na análise de oito adultos com histórico de Covid-19 leve e disfunção olfatória persistente por mais de 80 dias após o diagnóstico inicial. A presença de partículas virais foi atestada mesmo após o período de cura, destacando a necessidade de um acompanhamento contínuo dos pacientes.

O médico otorrinolaringologista Diego Monteiro de Carvalho, coordenador do projeto, destaca a importância do acompanhamento a longo prazo para compreender a infecção mesmo após o desaparecimento de outros sintomas. O estudo prossegue agora com a análise da ultraestrutura celular da mucosa ciliar por meio de microscopia eletrônica de transmissão.

O artigo completo pode ser acessado na revista Viruses pelo link: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/37112879/

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