A Universidade do Estado do Amazonas (UEA) sedia o “Colóquio Pan-Amazônico de Povos e Comunidades Tradicionais em Tempos de Ameaças aos Territórios” que reúne representantes de universidades brasileiras e estrangeiras. O encontro iniciou na quinta-feira (21/8) e se estenderá até o dia 23 de setembro deste ano, com programações no Museu da Amazônia (Musa), localizado na Avenida Margarita, 6.305, bairro Cidade de Deus, e no Palacete Provincial, situado na Praça Heliodoro Balbi, Centro.
A iniciativa busca fortalecer as vozes e as lutas de povos e comunidades tradicionais frente às crescentes ameaças aos seus territórios, promovendo um diálogo interdisciplinar e intercultural entre a comunidade acadêmica e os movimentos sociais.
Além das universidades brasileiras e estrangeiras, o evento também conta com a participação de organizações sociais e coletivos comunitários da Bolívia, Colômbia, Equador, Peru, Venezuela, Guiana, Suriname e de diversos estados brasileiros, como Amazonas, Pará, Maranhão, Tocantins, Mato Grosso e Roraima.
Participam ainda lideranças indígenas de diferentes povos, representantes de comunidades quilombolas e ribeirinhas, organizações de mulheres extrativistas, sindicatos rurais e movimentos sociais pan-amazônicos, compondo um amplo espaço de troca de saberes e experiências.
O Colóquio Pan-Amazônico é promovido pelo Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia (PNCSA), em parceria com o Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas da Universidade do Estado do Amazonas (PPGICH/UEA) e o Programa de Pós-Graduação em Cartografia Social e Política da Amazônia da Universidade Estadual do Maranhão (PPGCSPA/Uema).
Programação
Na abertura oficial, foi realizada a mesa-redonda e apresentação do tema “Megaprojetos Privados em Implementação na Pan-Amazônia e seus Efeitos sobre Povos e Comunidades Tradicionais: Desmatamentos e Intrusamentos de Terras Indígenas”.
Na sexta-feira (22/8), ocorre a apresentação do tema “Megaprojetos de Infraestrutura: Rodovias, Complexos Portuários, Ferrovias, Barragens, Base Espacial e Linhas de Transmissão de Energia e os Territórios de Povos e Comunidades Tradicionais”. Na ocasião, também serão apresentados os projetos “Riscos e Ameaças à Vida de Lideranças Indígenas e Extrativistas” e “Quilombolas: Transformações e Tensões Sociais nas Cidades Amazônicas”.
No sábado (23/8), será apresentado os projetos “Flexibilização dos Licenciamentos Ambientais e Direitos Étnicos”, “Transformações e Tensões Sociais nas Cidades Amazônicas: a Emergência de Territórios Pluriétnicos”, “Relações Sociais no Sistema de Plantations na Pan-Amazônia: empreendimentos de dendeicultura, soja, milho, cana-de-açúcar, projetos agropecuários e respectivas unidades industriais (frigoríficos, esmagadoras de soja), territórios de povos tradicionais intrusados ilegalmente, conflitos sociais e novas formas organizativas” e o “Megaprojetos em Implementação na Pan-Amazônia e seus Efeitos sobre as Formas Político-Organizativas de Povos e Comunidades Tradicionais”.
Por: Déborah Ferreira








