O Centro de Estudos Superiores de Tefé da Universidade do Estado do Amazonas (Cest/UEA) realizou, entre os dias 6 e 9 de dezembro, a primeira edição do “Encontro de Conhecimentos Livres de Tefé: Cultura digital e comunicação popular do médio Solimões”. O evento ocorreu nos espaços do Cest, localizada na Estrada do Bexiga, 1.085, Jerusalém, Tefé.
O encontro é uma iniciativa do Laboratório de Educomunicação Edilberto Sena do Cest e teve a colaboração do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas da UEA (PPGICH), do Laboratório de Cultura Digital da Universidade Federal do Paraná, do Ministério da Cultura (UFPR/MinC) e da Rede Nacional de Produtoras Culturais Colaborativas Livres. E tem, como finalidade, promover o conhecimento entre palestrantes e participantes sobre temas relacionados a tecnologias digitais e cultura, visando fortalecer redes colaborativas que incentivem o protagonismo local e regional, e estimular a valorização de práticas educativas inovadoras.
A programação do evento contou com palestras ministradas por especialistas renomados e talentos locais, painéis, oficinas e um passeio coletivo, reunindo representantes de coletivos de cinema popular, cineclubes, jornalistas indígenas e radiofônicos, além de comunicadores dos municípios de Tefé, Alvarães e Fonte Boa.
Confira como ocorreu o evento
O primeiro dia de evento iniciou com uma palestra ministrada por Augusto Gomes Ferreira, mestrando do PPGICH e pelo Prof. Dr. Guilherme Gitahy de Figueiredo do Cest, sobre a origem e os avanços da Rádio Xibé, iniciativa pioneira de comunicação comunitária na região. Além disso, a abertura contou com músicas regionais e locais tocadas pela Rádio Xibé, com transmissão ao vivo.
Durante o encontro, um painel apresentado por personalidades como Suellen Freire, Nayara Fernanda, Jader Gama e Luiz Sanches discutiu o papel das webs rádios na democratização da comunicação, compartilhando experiências sobre como essas plataformas têm fortalecido a vida de comunidades indígenas, não indígenas e ribeirinhas, promovendo inclusão e fortalecimento identitário.
No segundo dia, oficinas práticas ensinaram os participantes a utilizar ferramentas livres para mobilização comunitária, governança colaborativa, mapeamento cultural e organização da informação e comunicação utilizando programas como Plantaformas, Plataforma Rios e Mapas Culturais.
No terceiro dia, foi realizado um passeio coletivo a uma comunidade local, proporcionando um espaço de integração e reflexão sobre o papel do turismo comunitário na valorização dos saberes ancestrais e na geração de renda sustentável.
E finalizando a programação, foi destacado como a robótica educacional pode ampliar o acesso ao conhecimento e empoderar comunidades. Oficinas práticas ensinaram conceitos básicos e demonstraram o potencial dessas tecnologias para a educação na região.











