Especialista em circuitos de festivais de cinema na Amazônia, Uriel Pinho, da Duke University, na Carolina do Norte (EUA), encerrará em Manaus um ciclo de viagens pela América Latina que passou por Bogotá (Colômbia), Lima (Peru) e Belém (PA). O pesquisador conduzirá a Sessão Especial dos Diálogos Audiovisuais com o tema “Cinemas Indígenas e Afro-diaspóricos na Pan-amazônia: Desafios e Possibilidades”. O evento é gratuito ocorrerá na sexta-feira (19/07), a partir das 16h, no auditório da Escola Superior de Artes e Turismo (Esat), localizado na av. Leonardo Malcher, 1728, Praça 14
Durante a viagem, o pesquisador buscou identificar comunidades, organizações e instituições envolvidas na produção de diferentes linguagens cinematográficas e na preservação da memória, dialogando principalmente com povos amazônidas. A sessão será uma oportunidade única para discutir as complexas relações entre cinema, identidade e memória na Amazônia.
Ainda durante o evento será lançado o Laboratório de Memória Audiovisual do Amazonas (TEIA), projeto contemplado pela Lei Paulo Gustavo (LPG) e executado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Conselho Estadual de Cultura do Amazonas (Conec), organizado pelo Centro Popular de Comunicação e Audiovisual (CPA).

Para Allan Gomes, coordenador do CPA e responsável pelo Laboratório, o Amazonas carece cada vez mais de espaços de preservação de memória – oral, audiovisual e preservação de acervos. “Ainda que os equipamentos públicos tentem dar conta do volume de acervos, isso não é suficiente. Então, iniciativas privadas precisam surgir para complementar os esforços do poder público. Nosso projeto, com o TEIA, tem a intenção de, em um primeiro momento, digitalizar o acervo de fitas e mídias audiovisuais do Coletivo Difusão, que registra a programação cultural e as atividades culturais locais do início do século XXI”, enfatiza Gomes sobre a importância desta iniciativa.
O Laboratório destaca que a preservação da história cultural do Amazonas é uma questão que transcende o simples armazenamento, sendo uma obrigação não exclusiva das instituições públicas, uma vez que a sociedade tem papel fundamental na manutenção da memória.
Sobre o Laboratório
O TEIA – Laboratório de Memória Audiovisual do Amazonas é uma iniciativa multidisciplinar e multissetorial dedicada a compreender e preservar o patrimônio cultural do Amazonas por meio de ferramentas audiovisuais. Fundamentado na premissa de que a memória é um bem coletivo, o projeto utiliza o audiovisual como uma ferramenta para captação, registro e arquivo histórico, além de promover a participação democrática na definição da identidade cultural amazônica. Suas principais áreas de atuação incluem a preservação de acervos, a gravação de entrevistas e a promoção de intercâmbio entre artistas e pesquisadores, garantindo assim a continuidade e a valorização da produção cultural colaborativa.
Posteriormente, tanto o acervo quanto a atuação do Laboratório de Memória Audiovisual do Amazonas serão ampliados. A ideia é incluir outras etapas, não apenas de preservação de mídias físicas, mas também de coleta de depoimentos. O Laboratório conta com a participação da cientista social Keitte Lima, do arquivista e relações públicas Luiz Santana, e das historiadoras Dhyene Vieira e Talita Magalhães, que juntos contribuem para a preservação e ressignificação da memória cultural da região.
Texto: Assessoria Centro Popular de Comunicação e Audiovisual








