Um maior contato com atividades religiosas e espirituais está associado com melhores níveis de saúde e de qualidade de vida, atuando no combate a problemas como depressão, dependência de drogas e suicídio. A avaliação foi repassada durante o 2º Simpósio de Saúde e Espiritualidade da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). O evento ocorreu na Escola Superior de Ciências da Saúde (ESA), na última quinta-feira (06/06), localizada na av. Carvalho Leal, 1.777, Cachoeirinha.
O simpósio foi organizado pela Liga de Saúde e Espiritualidade do Amazonas (Liase Amazonas), em parceria com a UEA, a Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários (Proex/UEA), por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento de Eventos (Padev), bem como a comissão organizadora do evento.
O professor Alexander Moreira Almeida, coordenador da seção de espiritualidade da Associação Psiquiátrica da América Latina (Apal) e responsável pela palestra “Espiritualidade em Saúde Mental e Mente Além do Cérebro”, reforçou que hoje há milhares de literatura e pesquisas mostrando que a maioria da população tem contato com algum tipo de espiritualidade e religiosidade.
“Hoje as principais associações médicas e da área de saúde do mundo recomendam que se incluam no currículo e na formação dos profissionais de saúde a abordagem em espiritualidade do paciente. Os alunos têm um grande interesse. Inclusive, na maioria das universidades, eles que introduzem o tema, criam ligas acadêmicas. A receptividade não só dos alunos, mas dos pesquisadores, professores, reitores tem sido muito grande e querem integrar na prática clínica, mas não sabem como fazer. Daí a importância do treinamento”, explicou.
Formação profissional
A subcoordenadora docente da Liga de Saúde e Espiritualidade do Amazonas e professora da UEA, Dra. Rita de Cássia Assunção Monteiro, explicou que, considerando que a Espiritualidade é um importante fator de proteção para questões relacionadas a saúde, se faz importante que dentro da formação em saúde o tema seja trabalhado.
“O nosso objetivo é justamente divulgar dentro da universidade para os alunos, futuros profissionais e para profissionais de saúde a importância desse tema e, percebemos que foi muito bem aceito porque muitas das inscrições vieram do público externo”, ressaltou a professora.
A cirurgiã-dentista Cristina Maria Barbosa Monteiro Rabelo disse que é espírita e o assunto a interessou muito, em razão da sua formação em saúde. “Tanto que eu e meu marido estamos aqui e viemos participar do simpósio. Acredito que a saúde e a espiritualidade estão lado a lado”, disse.
Ana Caroline Cortez de Souza, estudante do curso de Enfermagem e integrante do projeto de extensão “Integramente”, voltado às Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS), disse: “Fornecemos essas práticas para os alunos da UEA como Reiki, Aromaterapia e Meditação. A gente também desenvolve a Espiritualidade através de dinâmicas e rodas de conversas. A nossa participação no simpósio foi através da exposição imersiva. Então, a gente resolveu tratar um pouco sobre como a sabedoria ancestral dos povos indígenas influenciam também nessas descobertas científicas em relação as PICS. Então, trouxemos essa reflexão sobre o como aquilo que parece ser novo na verdade é um saber desde a nossa herança cultural”, finalizou.
Ainda durante o evento foi realizado o lançamento do livro: “Ciência da Vida após a morte”, dos autores Alexander Moreira Almeida, Marianna Costa e Humberto Schubert Coelho.
O evento contou com a participação da coordenadora do curso de Enfermagem, Prof.ª Ma. Alessandra Cristina da Silva, representando o diretor da ESA, Prof. Dr. Antônio Eduardo Martinez Palhares; o coordenador docente da Liga De Saúde E Espiritualidade do Amazonas, Prof. Dr. Arteiro Queiroz Menezes; e a diretora discente da Liga de Saúde e Espiritualidade do Amazonas, acadêmica de enfermagem Zulene Franco Nascimento.








