Primeiro pedagogo surdo da UEA cola grau no Centro de Estudos Superiores de Tefé

"O sentimento, hoje, é de gratidão, confiança e motivação para começar logo a atuar nesta tarefa", enfatizou Irlen Santos

O processo de formação geralmente é repleto de desafios. E no caso de uma pessoa com deficiência, as barreiras tornam-se ainda maiores. Irlen Santos, primeiro pedagogo surdo de Tefé, colou grau no dia 24/02, no auditório do Centro de Estudos Superiores de Tefé da Universidade do Estado do Amazonas (Cest/UEA).

Foram quatro anos e meio de graduação. Apesar de enfrentar diversos problemas de acessibilidade, Irlen contou com o auxílio de intérpretes no decorrer do curso. A última delas foi a professora Rosângela Oliveira. “Estive com ele ao final do curso e foi uma satisfação poder ajudá-lo a concluir esse processo”, disse.

Irlen informou que pretende lecionar para crianças surdas. “Quero que elas aprendam por meio de sua língua materna, a Libras. Algo que não tive oportunidade no ensino fundamental, nem no ensino médio. O sentimento, hoje, é gratidão, confiança e motivação para começar logo a atuar nesta tarefa”, enfatizou.

Além disso, o pedagogo ressalta o quão importante é haver laboratório de Libras para ajudar acadêmicos surdos e também os demais discentes e docentes no ensino superior. “Apesar dos eventos e discussões sobre a temática da inclusão, é preciso que, além da teoria, isso seja cada vez mais colocado em prática”, concluiu.

Texto: Renata Brito/Ascom UEA

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