Ângela Bulbol palestra sobre ‘Compliance’ na Aula Magna de MBA em Gestão de Pessoas da UEA

Aula ocorreu na quinta-feira (30) no Auditório da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESA).

A Lei nº 12.846/2013, também conhecida como Lei Anticorrupção, foi promulgada no Brasil em 2013. Para as empresas entrar em conformidade com legislação, adotaram um conjunto de novas disciplinas: o ‘Compliance’. Para a Doutora em Ciências da Informação e Marketing, Ângela Neves Bulbol de Lima, o desafio das empresas é entender que ‘Compliance’ não é uma opção, é uma lei e, diferente de algumas do Brasil, precisa ser cumprida a favor de uma sociedade mais justa e que reconheça o direito do cidadão e que o ente público não pode corromper e nem ser corrompido.

‘Compliance’ é estar em conformidade com a regra. No Brasil a gente tem estendido o conceito de ‘Compliance’ para integridade. “A gente já falava sobre isso só que como ‘ética’. A partir dos escândalos de corrupção e lavagem de dinheiro, a sociedade e a opinião pública ficaram mais exigentes em relação ao cumprimento e a ética. Eles exigem dos governantes, dos empresários uma postura que reconheça a integridade, a transparência, o cumprimento, a boa prática como ação indispensável”, explicou Ângela Bulbol.

A Doutora em Ciências da Informação e Marketing foi convidada a palestrar sobre o tema “Compliance: o Desafio da Ética e Conformidade para as Organizações” para as quatro turmas do MBA em Gestão de Pessoas da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). A Aula Magna ocorreu na quinta-feira (30) no Auditório da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESA), localizada na Av. Carvalho Leal, 1777, Cachoeirinha.

Mas como se alcança a transparência? “Com mudança de cultura. E diferente do que sempre falamos: cultura muda. E muda com esforço, com o tempo. Ainda mais com tanta interferência macroambiental, as redes sociais, a educação simultânea. Então, a ação de mudança, de transformação vem pela mudança de cultura para a conformidade”, explicou.

Como aplicar o conceito no mercado corporativo?

O conceito de ‘Compliance’ é transversal, pois abrange da gestão de pessoas ao topo da empresa e da hierarquia. Ângela explica que hoje um servidor/colaborador de uma empresa precisa entender que ele está sendo percebido pela empresa e pela sociedade como um agente de transformação. “Um agente que atua a favor de uma empresa ou de uma ideia de uma empresa, de um produto. A transversalidade é o conceito mais importante para entender por que e como alcançou todo mundo. Hoje o ‘Compliace’ é um pré-requisito assim como foi a informática e o inglês. É essencial para a formação de bons profissionais, de bons servidores e bons gestores”, pontuou.

MBA em Gestão de Pessoas

Inicialmente o edital do MBA em Gestão de Pessoas da UEA, lançado em 2019, oferecia 50 vagas, obtendo uma boa repercussão o maior do que esperada, homologando 172 (cento e setenta e duas) e oferecendo quatro turmas. O curso foi criado em setembro de 2019, com carga horária de 360 horas, duração de 18 meses, com aulas aos sábados.

A tecnóloga em Gestão de Recursos Humanos, Elany Vieira de Andrade, está na terceira pós-graduação e escolheu a UEA para estar mais qualificada. “Escolhi a UEA porque foi onde tive a oportunidade de colocar no meu currículo um diploma de uma instituição pública, minhas outras especializações foram todas em instituições particulares e isso agrega muito mais valor ao meu currículo”, destacou.

A coordenadora pedagógica do curso de especialização MBA em Gestão de Pessoas, professora Doutora Márcia Ribeiro Maduro, explica que o objetivo do curso é mostrar que os conhecimentos sobre a Gestão de Pessoas contribuem para ter um conjunto de especialistas que possam atuar nas organizações desenvolvendo competências profissionais. “Um dos aspectos mais importantes da estratégia organizacional é sua articulação com a função de gestão de pessoas. Por isso, é importante a formação de pessoas que cuide da gestão das atividades na área do capital humano. O aluno desenvolve conceitos nas áreas de planejamento estratégico, liderança e desenvolvimento de equipes, processos de recursos humanos, negociação e mediação de conflitos para gerir e desenvolver os profissionais, visando melhoria de desempenho e resultados”, finalizou.

Texto: Jacqueline Nascimento/Ascom UEA

Fotos: Joelma Sanmelo/Ascom UEA

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