Alunos do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia e Recursos Naturais da Amazônia da Universidade do Estado do Amazonas (PPGMBT/UEA) participaram do evento internacional “Techstars Startup Weekend Manaus Bioeconomia”, conquistando o segundo lugar. O evento, realizado na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), aconteceu entre os dias 15 e 17 de maio.
A “Techstars Startup Weekend Manaus | Bioeconomia” é uma imersão de 54 horas voltada ao desenvolvimento de startups e soluções inovadoras para a bioeconomia da Amazônia. A equipe, formada por quatro alunos de mestrado da UEA, Carlos Adriano Marinho Nogueira, Jullya Harrison Mendes Filgueiras, Yasmim Laranjeira Santos e, a intercambista de Moçambique, Adila Meri Chisseve, desenvolveu a startup “MycoProtein”, uma iniciativa voltada à criação de produtos proteicos a partir da biomassa de cogumelos amazônicos, buscando unir biotecnologia, sustentabilidade, inovação alimentar e valorização da biodiversidade regional.

A ideia surgiu a partir da percepção do grande potencial biotecnológico e nutricional dos cogumelos amazônicos, aliados à crescente demanda por fontes alternativas de proteína mais sustentáveis. A equipe declara que identificou uma oportunidade de unir ciência, bioeconomia e valorização da biodiversidade regional para desenvolver produtos inovadores com identidade amazônica.
“Acreditamos que essa conquista representa o reconhecimento do potencial da pesquisa e da inovação produzidas dentro da universidade. Para nós, conquistar o segundo lugar demonstra que é possível romper as barreiras da academia e transformar conhecimento científico em soluções reais, conectando biotecnologia, empreendedorismo e impacto sustentável para a Amazônia”, destacou o mestrando Carlos Adriano.
O biólogo também ressalta a importância de investimentos em ambientes de pesquisa. “A UEA teve um papel fundamental na formação acadêmica e científica da equipe, especialmente por meio do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia e Recursos Naturais da Amazônia. O ambiente de pesquisa, inovação e incentivo ao desenvolvimento de soluções voltadas para a realidade amazônica contribuiu diretamente para que conseguíssemos transformar conhecimento científico em uma proposta de negócio com potencial de impacto social, econômico e ambiental”, afirmou.
A MycoProtein está em fase inicial de desenvolvimento e validação da proposta de negócio. Portanto, ainda não se encontra no mercado. Atualmente, a equipe trabalha na validação de mercado para depois seguir com a formulação dos produtos.
Por: Jhennifer Sales








