Contribuir para o cenário de pesquisa e desenvolvimento tecnológico na região fortalecendo a pesquisa e extensão, esses são os objetivos do Nexus, novo laboratório da Universidade do Estado Amazonas (UEA) que será inaugurado no dia 29 de maio, às 9h30, na Escola Superior de Tecnologia (EST), localizada no bairro Parque Dez de Novembro, em Manaus. A inauguração do Nexus representa um marco importante para a UEA, consolidando a universidade como um polo de referência em inovação e tecnologia na região, contribuindo para a formação de profissionais altamente qualificados e preparados para os desafios do mercado de trabalho.
“Esse laboratório é uma evolução não só tecnológica para a nossa universidade, mas também uma evolução acadêmica e institucional. A partir de agora, teremos o crescimento da afinidade da UEA com empresas e instituições da área da tecnologia, promovendo o conhecimento de diversos setores dentro da Universidade do Estado do Amazonas”, disse o reitor da UEA, Prof. Dr. André Luiz Nunes Zogahib.
Idealizado e coordenado por uma equipe multidisciplinar de professores da UEA, incluindo Fernanda Gabriela de Sousa Pires, Marcela Sávia Picanço Pessoa, Neide Ferreira Alves e Rodrigo Choji de Freitas, o espaço será dinâmico e colaborativo, dedicado à pesquisa aplicada, geração de soluções inovadoras e formação de novos talentos em diversas áreas estratégicas, como:
- Computação: desenvolvimento de softwares, aplicativos e sistemas inteligentes para otimizar processos e melhorar a qualidade de vida da população.
- Eletrônica: criação de dispositivos e equipamentos eletrônicos de ponta, com foco em sustentabilidade e eficiência energética.
- Biotecnologia/Bionegócios: pesquisa e desenvolvimento de produtos e processos biotecnológicos para a saúde, agricultura e indústria, impulsionando a bioeconomia regional.
- Automação Industrial: aplicação de tecnologias de automação para otimizar processos industriais, aumentar a produtividade e reduzir custos.
- Automação Comercial: desenvolvimento de soluções tecnológicas para o varejo, como sistemas de pagamento, gestão de estoque e atendimento ao cliente.
- Educação: criação de ferramentas e plataformas digitais para aprimorar o ensino e a aprendizagem, promovendo a educação inovadora e inclusiva.


“Esse laboratório como o próprio nome dele diz, vem do latim: conexão, integração, convergência. O Nexus tem o objetivo de reunir professores e pesquisadores em um ambiente multidisciplinar. É um laboratório que não é somente de computação, é também de engenharia elétrica, autocontrole e automação, robótica e da área de tecnologias educacionais. Então é um laboratório que vai congregar diversos pesquisadores e profissionais gabaritados nas suas respectivas áreas. Temos o intuito de iniciar essas atividades e dar continuidade às atividades de pesquisa dos professores e alunos que fazem parte dele. Este é o caminho que a gente quer trilhar pra as próximas etapas”, destacou Rodrigo Choji de Freitas, coordenador do Nexus.
Muito além da pesquisa
Além de fomentar a pesquisa e a inovação, o Nexus também será um espaço propício para a orientação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs), iniciação científica e projetos de extensão, proporcionando aos estudantes da UEA a oportunidade de desenvolverem suas habilidades e conhecimentos em projetos práticos e relevantes para a sociedade.
“Hoje, o laboratório conta com um programa de extensão composto por quatro projetos, sendo um de computação desplugada, um que tem como objetivo apoiar o ingresso de meninas no curso de exatas, um de aprendizagem e programação por meio da criação de jogos, além de um projeto de robótica educacional. Existem, também, cinco projetos de iniciação científica na área de desenvolvimento de repositório de objetos digitais de aprendizagem, mais especificamente jogos. Temos um estudante autista que, recentemente, realizou um trabalho que foi aprovado num dos maiores simpósios de computação do país e também tem trabalhado na criação de um sistema gamificado para pessoas autistas. Atualmente, nossas áreas de pesquisa estão voltadas para o desenvolvimento de jogos educacionais, processamento humano da informação com uso de telas, desenvolvimento de sistemas e diversas outras áreas. Recentemente, iniciamos uma atividade com povos indígenas que ingressaram na UEA e que tem dificuldade de comunicação. Ainda estamos em passos iniciais, mas a ideia é que seja possível entender um pouquinho e tenhamos mais esse elemento de diversidade no laboratório” completou Fernanda Pires, coordenadora do Nexus.
O laboratório funcionará como um polo de convergência, conectando a UEA com empresas, startups, órgãos governamentais e outras instituições de pesquisa, fomentando a colaboração, a transferência de tecnologia e o desenvolvimento regional. O Nexus também oferecerá oportunidades de estágio e projetos de pesquisa para estudantes da UEA, contribuindo para a formação de profissionais altamente qualificados e preparados para os desafios do mercado de trabalho.








